Cinco motivos para usar a distribuição Manjaro Linux

Cinco motivos para usar a distribuição Manjaro Linux

William Sena

Publicado por William Sena

22 Junho, 2019Leia em 4 minutos

Se você acompanha o distrowatch deve ter percebido que nos últimos anos a distribuição Linux Manjaro tem ocupado as primeiras posições do ranking de distribuições mais baixadas.

Você deve estar pensando:

Qual experiência esta distribuição entrega para despertar o interesse de tantos usuários desktop?

Segue uma lista de motivos que podem tornar o Manjaro sua próxima distribuição Linux.

1. Um Arch simples ou Nutella ;)

Se você já aventurou com a distribuição Arch, sabe que não é nada fácil! A dificuldade começa na instalação, já ouvi uma opinião que lembrava o Slackware. Calma ai amigo! Apesar de baseado no Arch, o Manjaro é uma versão que segue princípios do Keep It Simples Stupid (KISS) e te entrega um desktop configurado.

Grande parte do trabalho de configuração do ambiente é realizado previamente, além disso tem uma instalação muito simples e intuitiva com o Calamares, me arrisco a dizer que foi o melhor instalador que utilizei.

2. Chega de repositórios ppa.

O  pacman é a ferramenta utilizada para acesso ao repositório Arch. Com  comandos simples e intuitivos, não há grande curva de aprendizado para  utilização.

Comparando com distribuições baseadas no Debian, que  tem como ferramenta o apt, é comum adicionar um Personal Package Archive  (PPA) para instalação de aplicativos, linguagens, editores e até mesmo o Docker. Quando esse processo ocorre em excesso é comum um repositório não oficial apresentar problemas.

Por ser baseado no Arch, uma das vantagens do Manjaro, é a variedade de pacotes oficiais disponíveis, instalei boa parte das minhas ferramentas utilizando somente o repositório oficial. Há também a possibilidade de utilizar o repositório Arch User Repository (AUR), na minha opinião não é somente um repositório e sim um universo de pacotes auxilia nas instalações não oficiais. ...

Para controle de pacotes AUR há uma variedade de gerenciadores.

É evidente a existência de diversas ferramentas com um interesse em comum, instalar e manter pacotes não oficiais AUR. Apesar de altamente disponível, essa facilidade deve ser utilizada com moderação, muito cuidado apesar da supervisão dos membros oficiais do Arch, já houveram incidentes de pacotes maliciosos, que podem expor vulnerabilidades ou até mesmo quebram o core do sistema, tornando real o famoso "Black Screen" e deixando você assim.

Antes de instalar pacotes do AUR dê preferência a pacotes isolados como flatpak ou snap, atualmente há  uma variedade de aplicações em ambos repositórios, você certamente  encontrará o que precisa, desde ferramentas de desenvolvimento como Android Studio, Visual Studio Code, Godot ou Unity à ferramentas como Gimp, Krita, Inkscape e Skype.

3. Hardware drivers

Quem nunca instalou uma versão Linux e teve uma péssima experiência no reconhecimento dos drivers?

Esse é um problema comum e jurássico quando falamos sobre instalações de drivers de placa de vídeo, especialmente Nvidia. Quem já teve problemas ao instalar o um driver prioritário da Nvidia? Levanta a mão aí.

Uma das minhas primeiras experiências com Linux foi o Conectiva, confesso que nunca consegui compilar o driver Nvidia ou instalar um rpm do driver naquela distribuição sem quebrar a inicialização gráfica.

Tentei outras distribuições como Mandrake, e o próprio RedHat, porém sem sucesso, até que encontrei o  Slackware, como era difícil de configurar, muita coisa não funcionava sem compilar pacotes, pois existiam poucos pacotes pkg, que são específicos da distribuição, mas uma coisa era certa o Counter Strike com Wine e minha Nvidia rodavam liso.

Nessa época eu era um amante do ambiente Kde.

Voltando ao Manjaro você dificilmente encontrará problemas com drivers já que a  distribuição possui ferramentas para detecção de hardware, o Manjaro Hardware Detection (mhwd) e Manjaro Hardware Detection Kernel (mhwd-kernel). que possibilita a escolha do kernel pela interface gráfica.

4. Sempre atualizado

Distribuições rolling release, tem como premissa instalar uma única vez e manter o kernel e dependências atualizadas, isso quer dizer duas coisas:

Versão nova e pronta para uma ótima experiência ou virei tester da distribuição. Calma!

Não é nenhum, nem outro, versões Long Term Supoort (LTS) também apresentam problemas mesmo com pacotes estáveis, entregar uma versão por ano ou a cada seis meses não garante 100% de estabilidade.

Quantos pacotes já foram descontinuados, pois levam a classificação de stable, mas na verdade seriam um beta, alpha ou testing? Na minha experiência com Manjaro, sim eu encontrei alguns gliches no ambiente gráfico Deepin, nada que impedisse a utilização, foram erros bem aceitáveis.

5. Flavors, os sabores, os ambientes gráficos

O Manjaro tem muitos sabores oficiais e agrada a todos, segue uma lista de versões oficiais:

  • KDE
  • Gnome
  • XFCE

Mantidos pela comunidade

  • Mate
  • Cinnamon
  • OpenBox
  • Awesome
  • Bspwm
  • Budgie
  • I3
  • Deepin

Além desta variedade existe a versão Manjaro Architeture para instalações customizadas.

O meu sabor escolhido foi o Deepin, tentei anteriormente o KDE e o Budgie mas acabei abandonando.

Conclusão

Sim é possível utilizar uma distribuição rolling release e ter uma ótima experiência, com alguns cuidados você terá poucos ou nenhum problema, segue uma lista para manter a experiência agradável.

  • Pacotes não oficiais primeiro tente flatpak ou snap, depois recorra ao User Repository (AUR), sempre avaliando a confiabilidade e estabilidade do pacote no site antes de instalar, se não houver confiança instale manualmente;
  • Kernel escolha um seguro e compatível com seu hardware;
  • Caso deseje mudar de ambiente gráfico, recomendo uma nova instalação, pois você pode perder espaço com arquivos inúteis, que provavelmente não serão removidos na desinstalação do ambiente gráfico;

E por hoje é só galera, segue a origem do nome Manjaro que é inspirado no nome do Mount Kilimanjaro.

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